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[Por Marisa Lima]
Vamos começar a falar sobre Controle Natural de Pragas e a cada semana vamos incorporando mais informações. Não deixem de acompanhar.
A cultura popular brasileira é rica em dicas para o controle ou repelência de pragas de plantas, da casa do homem e de seus produtos. A maior parte das pragas atacam geralmente na primavera, período de fertilidade e de grande atividade na natureza. Elas causam vários estragos nas plantas, além de favorecer o surgimento de doenças, principalmente fúngicas.
As pragas geralmente se tornam um problema mais sério quando há um desequilíbrio ecológico no sistema onde a planta está inserida. Outras situações que podem favorecer o seu surgimento são desequilíbrios térmicos, excesso ou escassez de água e insolação inadequada.
Principais pragas e algumas dicas naturais de controle
Pulgões
Os pulgões podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se nas folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar demasiadamente a planta e até transmitir doenças perigosas. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez.
Dica - As joaninhas são predadoras naturais dos pulgões. Um chumaço de algodão embebido em uma mistura de água e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões das folhas e isso pode ser feito semanalmente; aplicações de calda de fumo ou macerado de urtiga também são indicados.
Cochonilhas
As cochonilhas são insetos minúsculos, geralmente marrons ou amarelos, que alojam-se principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas. Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial, o fungo fuliginoso.
Nota-se sua presença quando as folhas apresentam uma crosta com consistência de cera. Algumas cochonilhas apresentam uma espécie de carapaça dura, que impede a ação de inseticidas em spray. Neste caso, produtos à base de óleo costumam dar melhores resultados, pois formam uma capa sobre a carapaça, impedindo a respiração do inseto. A calda de fumo costuma dar bons resultados também.
Dica - as joaninhas também são suas predadoras naturais, além de certos tipos de vespas; calda de fumo e a emulsão de óleo são os métodos naturais mais eficientes para combatê-las; deve-se evitar o controle químico mas, quando necessário em casos extremos, normalmente são usados óleo mineral e inseticida organofosforado.
Até mais,
Um abraço.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Controle Natural de Pragas
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Manga (Mangifera indica, L. Anacardiácea)
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[Por Roberto Riscala]
As mangueiras estão por toda parte, com suas frutas doces e suculentas, entre as mais apreciadas do globo, as árvores se expandiram pelo mundo tropical com a chegada dos portugueses.
Nativas da Índia à Malásia foram transplantadas, primeiro, nas colônias lusas da África. No Brasil, ao tempo dos jesuítas e suas prosperas fazendas no Grão-Pará, onde mantinham cultivos de plantas exóticas.
As frondosas mangueiras conquistaram as paisagens e quintais, Belém do Pará tornou-se “a cidade da mangueiras”.
Com a chegada de D. João, já não pareciam estrangeiras, a importação e a multiplicação das árvores ainda assim foram incentivadas.
As primeiras mudas que chegaram ao horto da lagoa Rodrigo de Freitas vieram só em 1809.
A presença de mangueiras no morro próximo à residência dos imperadores do Brasil, na Quinta da Boa Vista, no século XIX, originou seu nome, morro da mangueira, hoje em dia um dos redutos mais famosos do samba no Rio de Janeiro (A estação primeira de mangueira).
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Bromélias x Dengue (puro mito)
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[Por Marisa Lima]
Muitas pessoas andam falando ainda sobre as bromélias serem criadouros do mosquito da dengue. Para esclarecer de vez este mal entendido, passo a vocês o texto extraído da Sociedade Brasileira de Bromélias.
Entenda a ecologia da bromélia, e como o Aedes aegypti entra nessa estória.
O tanque que algumas bromélias desenvolvem no imbricamento de suas folhas NÃO É UMA POÇA D'ÁGUA. Ela é SIM, UM POÇO DE VIDA. A diferença é que uma poça d'água (pratinhos, pneus, garrafas e plásticos), ainda que possa abrigar OCASIONALMENTE algumas formas de vida, é uma água parada, um ambiente inerte. O tanque da bromélia, contudo, é uma estrutura vital da planta e assim como os intestinos dos animais, abriga MUITAS formas de vida, das quais ela depende para se nutrir e sobreviver.
A POÇA D'ÁGUA: Armazenada ao acaso, a água da chuva passa a ser rapidamente colonizada pelos organismos menos especializados. Em ecologia, chama-se isso EUTROFICAÇÃO. A partir de alguns poucos nutrientes, surgem determinadas algas e bactérias (POUCAS ESPÉCIES, ALGUMA QUANTIDADE). Em poucos dias, aparecem as larvas dos mosquitos, entre eles, o Aedes aegypti. Essa fase dura pouco. A água se turvará, se não chover, ou secará.
O TANQUE DA BROMÉLIA: As bromélias tanque-dependentes começam a guardar água antes de seu primeiro ano de vida. Essa água , protegida pelo ambiente das folhas, se transforma num pequeno mas rico ecossistema em muito pouco tempo. POUCA ÁGUA SE EVAPORA DAÍ, MUITA É CONTINUAMENTE ABSORVIDA PELA PLANTA, suprindo-a com nutrientes e evaporando pela superfície da folha. A sucessão de formas de vida é muito intensa e o resultado é uma CALDA repleta de organismos (MUITAS ESPÉCIES, GRANDE QUANTIDADE) que competem entre si, numa cruenta interdependência ecológica.
O Aedes aegypti - Muitos colecionadores ficaram alvoroçados com a ameaça do dengue e passaram a monitorar de forma obsessiva suas plantas. O resultado foi surpreendente: PRATICAMENTE NÃO FORAM ENCONTRADAS LARVAS DE AEDES AEGYPTI. Mesmo aqueles que não aplicavam inseticidas, não encontravam larvas do Aedes aegypti em suas plantas. Coleções grandes e, especialmente aquelas situadas próximo às florestas, não acusavam a presença do mosquito e, quando eram encontradas larvas, pertenciam a mosquitos dos gêneros Culex e Anopheles , nativos de nossa fauna.
A Sociedade Brasileira de Bromélias sustenta que as bromélias não são criadouros preferenciais. Mas, com o avanço da moléstia, à mercê de um enorme descuido das autoridades de saúde, a ordem agora é enfrentar o mosquito e não deixar que as bromélias sejam estigmatizadas e transformadas em bodes expiatórios.
Para pessoas que possuem poucas plantas em casa ou no apartamento:
- Deverão ter sua água trocada pelo menos duas ou três vezes por semana. A água deverá ser entornada sobre a terra ou longe dos ralos;
- Regar as plantas com uma calda de fumo (fumo de rolo ou de cigarro colocado em dois litros d'água de um dia para outro ou fervido) ou com solução de água sanitária (uma colher de chá de sanitária para um litro d'água) duas vezes por semana;
- Também se recomenda a aspersão de todo o ambiente onde as plantas estão com inseticida aerosol piretróide com propelente à base de água (evitar aqueles com querosene) duas vezes por semana;
- Se possível, utilizar todas essas medidas em conjunto para segurança total. Bromélias plantadas no chão, em residências ou condomínios: Recomenda-se o inseticida ecológico rural, da Natural Camp ou fumo de rolo diluído em água, ou um pouquinho da borra do pó de café diluído em água.
IMPORTANTE: Para acabarmos com o mosquito, o controle deverá ser permanente, quebrando o ciclo do mosquito. Os ovos do Aedes aegypti ficam viáveis por até 400 dias e, com isso, se não houver atenção até o ano que vem, ele retornará ainda pior em todos os focos conhecidos.
A manutenção dos jardins e espaços públicos é responsabilidade do Estado ou do Município, a quem cabe decidir os produtos e técnicas a serem utilizados. Sabemos hoje que o combate a esses focos é possível e não obriga à destruição de plantas de qualquer natureza que são patrimônio público, ou seja, da população. A legislação ambiental protege as bromélias da natureza porque reconhece a sua importância nos ecossistemas. É crime ambiental, inafiançável, extrair ou destruir bromélias dos ambientes naturais!
Ninguém precisa se desfazer das suas bromélias. Elas são fonte de beleza e a natureza certamente agradecerá.
CONCLUSÃO: Habitado por um vigoroso pool de formas nativas de vida e sujeito à constante substituição biológica de suas águas, O POÇO DE VIDA DAS BROMÉLIAS NÃO É CRIADOURO ADEQUADO PARA O AEDES AEGYPTI, UM MOSQUITO EXÓTICO. As águas paradas das poças (pratinhos, pneus, vidros e garrafas), com ecologia mais pobre, são o local ideal para a proliferação do mosquito do dengue.
Até mais,
um abraço.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O uso da madeira e objetos certificados
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[Por Marisa Lima]
Você conhece a origem da madeira e de outros produtos florestais que consome?
Você já parou para pensar em quantos dos produtos presentes em sua casa têm origem em matérias-primas florestais?
A madeira de nossas florestas não está presente somente nos móveis, pisos e telhados, nos lápis, ela está presente também no papel, produzido através da celulose das árvores. Da árvore também se extrai óleos essenciais e princípios ativos, presentes nos cosméticos e medicamentos. A árvore está presente nos objetos decorativos, como cestarias extraídas de folhas de palmeiras, enfim em quase tudo que possuímos na casa ou escritório.
Assim como é cada vez maior o número de indivíduos preocupados com a destinação dada ao lixo produzido em suas casa e locais de trabalho, cresce também o número de consumidores preocupados em conhecer a origem dos produtos que adquirem. Estas pessoas impulsionam uma tendência mundial, conhecida como consumo consciente.
Todo ato de consumo tem impactos, positivos ou negativos. Através de suas decisões de compra, você pode tanto estimular práticas insustentáveis e ilegais, como também valorizar e encorajar atividades que trazem benefícios para o meio-ambiente e a sociedade.
O consumo responsável foi o pontapé inicial para a criação do sistema FSC. Foi através da recusa dos consumidores em adquirir produtos obtidos a partir da exploração predatória da floresta que houve estímulo para a criação da certificação florestal.
Você não precisa ser um ativista radical, porém suas compras em shoppings e supermercados podem fazer a diferença na demonstração de seu compromisso com o meio-ambiente.
Em suas próximas compras, informe-se sobre a origem da matéria-prima utilizada na fabricação dos produtos. Procure e prefira produtos com selo FSC. Você estará contribuindo para manter nossas florestas em pé!
Cinco razões para você escolher produtos com o selo FSC (Forest Stewardship Council)
- Você contribui para não aumentar o desmatamento da Amazônia;
- Você valoriza produtos cuja matéria prima foi extraída de maneira responsável;
- Você faz parte de um movimento de consumo consciente;
- Você ajuda a reduzir a emissão de CO2, gás causador do efeito estufa e
- Você contribui para assegurar os direitos dos trabalhadores e de populações tradicionais que vivem na floresta.
Para maiores informações acesse o site www.fsc.org.br.
Até mais,
Um abraço.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
A canela - Cinnamomum zeylanicum Breyn
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[Por Roberto Riscala]
Originária de Ceilão (atual Sri Lanka), a canela é uma das espécies mais conhecidas pela humanidade.
Considerada símbolo da sabedoria, a Canela foi usada na antiguidade pelos gregos, romanos e hebreus para aromatizar vinho e com fins religiosos na Índia e na China.
Atualmente a caneleira é utilizada na culinária e na fabricação de bebidas, medicamentos, perfumes e sabonetes.
Entre as árvores de especiarias, é a mãe de todas: a mais cheirosa, macia, doce, amarga, quente e picante. Capaz de aquecer as amizades, segundo a tradição indiana, de pôr os povos a lutar pelos mares.
A canela foi introduzida pelos jesuítas, adaptando-se muito bem em solo brasileiro. Pode chegar a 9,00m de altura.
Em seu jardim Botânico, no Rio de Janeiro, D. João VI, possuía uma bela plantação de canelas. Seu grande sonho era tornar o Brasil o maior fornecedor de especiarias do mundo, mas, com seu retorno a Portugal esse sonho foi deixado para trás.
Na segunda metade do século XIX a plantação de canelas estava destruída. A vizinhança arrancou folhas e lascas das árvores para usos domésticos e para perfumar as igrejas nas festas religiosas.
Hoje, vicejam na região 12 caneleiras, netas e bisnetas daquelas que alimentaram as esperanças de D. João, da supremacia do Brasil no comércio das especiarias.
Novos replantios da espécie estão previstos para marcar a história do jardim que, no inicio cheirou a cravo, canela e as frutas da Índia.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Lixo eletrônico vira banco para praças e parques públicos
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[Por Marisa Lima]
Quando se fala em “banco eletrônico”, nos vem à mente um banco com acesso via internet para pagar contas, ver saldos ou investimentos, porém não é sobre isso que estou falando e sim sobre a nova técnica que cientistas chineses acabam de desenvolver para reciclar sucata eletrônica.
A equipe do Dr. Zhenming Xu, da Universidade de Shangai, desenvolveu um novo método de reciclagem que poderá transformar os computadores de ontem, bem como todo tipo de aparelho eletrônico, em verdadeiros "bancos digitais".
Como os equipamentos eletrônicos tornam-se obsoletos rapidamente, a reciclagem das placas de circuito impresso veio tirar de circulação mais esse lixo.
Embora os metais contidos nos circuitos eletrônicos, como cobre, alumínio, e até ouro já sejam reciclados, a maioria dos materiais não-metálicos continua sendo jogada em aterros sanitários. Só as placas de circuito impresso respondem por cerca de 3% de todo o lixo eletrônico, em termos de peso.
Os pesquisadores desenvolveram um processo industrial para reciclar esses materiais não-metálicos, criando um material intermediário que pode ser utilizado na fabricação de bancos para parques e praças, grelhas para esgotos e cercas.
O material também pode funcionar como um substituto para a madeira e outras matérias-primas estruturais, já que é tão resistente quanto o concreto armado, graças à presença de resinas e outros materiais fibrosos que compõem as placas de circuito impresso. Ótima notícia não?
E se você ainda tem dúvidas sobre como separar seu lixo para reciclagem, dê uma olhadinha no Blog da Paisagista.
Até mais,
Um abraço.
Bibliografia:
A Plate Produced by Nonmetallic Materials of Pulverized Waste Printed Circuit Boards
Jie Guo, Bin Cao, Jiuyong Guo, Zhenming Xu - Environmental Science & Technology.












