quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Plantas tóxicas

[Por Marisa Lima]

Segundo dados do Ministério da Saúde, ocorrem cerca de 2.000 casos por ano de intoxicações por plantas no Brasil. Destes, 95% ocorrem com humanos, enquanto cerca de 5% acontecem com animais.

Dentre os casos de intoxicações com humanos, cerca de 70% ocorrem com crianças e 20% com adultos, estando o restante dos casos divididos entre adolescentes e idosos. As intoxicações com crianças são geralmente acidentais e ocorrem durante as brincadeiras.

Constantemente crianças intoxicam-se brincando com plantas que trazem alguma toxidade seja pelo leite (látex) que escorre quando cortadas, seja pela ingestão de suas folhas ou mesmo pelo simples esbarrar em suas folhas, o que produz coceiras e alergias.

Já os adultos se intoxicam muitas vezes usando plantas erradas para fazer chás ou compressas, o que pode trazer sérios danos à saúde ou até mesmo levar ao óbito.

As plantas mais comuns ligadas a casos de intoxicação são:

Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta)


Coroa de cristo (Euphorbia Mill)


Espirradeira (Nerium oleander)


Porém, a Azaléia (Rhododendron simsii)


e a Alamanda (Allamanda cathartica), com suas flores ornamentais de grande beleza, também são tóxicas.


Medidas Preventivas:

• Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças;

• Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características;

• Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc);

• Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica;

• Não coma folhas e raízes desconhecidas. Lembre-se que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta;

• Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele, principalmente nos olhos; evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças; quando estiver lidando com plantas venenosas, use luvas e lave bem as mãos após a atividade;

• Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação.

Bibliografia
SINITOX/CICT/FIOCRUZ; CIT/PA - Belém; CIAVE/BA - Salvador; CCI/SP - São Paulo; CCI/SP - Campinas; CIAVE/MT - Cuiabá; CIT/RS - Porto Alegre

Em caso de dúvida ligue para o Centro de Intoxicações de sua região.
Em São Paulo, pelo telefone (011) 3066-5771

3 comentários:

rebeka disse...

É isso é de fato muito importante, a maioria das pessoas compra plantas meramente por estética, sem se preocupar se a planta é venenosa ou não.
Eu como tenho um animal de estimação e uma filha de cinco anos sempre me preocupo em ver se a planta é ou não venenosa, por mais que se converse, crianças são sempre uma caixinha de surpresas rsrsrs

Marisa Lima disse...

É Rebeka,

muitos desconhecem até a existência de plantas tóxicas ou venenosas, por isso cabe a nós paisagistas quando formos executar um jardim público ou privado evitar o uso destas plantas.

Um abraço.

Registro de Marcas disse...

Com a beleza delas ninguém fala que são tóxicas