[Por Marisa Lima]
Segundo dados do Ministério da Saúde, ocorrem cerca de 2.000 casos por ano de intoxicações por plantas no Brasil. Destes, 95% ocorrem com humanos, enquanto cerca de 5% acontecem com animais.
Dentre os casos de intoxicações com humanos, cerca de 70% ocorrem com crianças e 20% com adultos, estando o restante dos casos divididos entre adolescentes e idosos. As intoxicações com crianças são geralmente acidentais e ocorrem durante as brincadeiras.
Constantemente crianças intoxicam-se brincando com plantas que trazem alguma toxidade seja pelo leite (látex) que escorre quando cortadas, seja pela ingestão de suas folhas ou mesmo pelo simples esbarrar em suas folhas, o que produz coceiras e alergias.
Já os adultos se intoxicam muitas vezes usando plantas erradas para fazer chás ou compressas, o que pode trazer sérios danos à saúde ou até mesmo levar ao óbito.
As plantas mais comuns ligadas a casos de intoxicação são:
Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta)
Coroa de cristo (Euphorbia Mill)
Espirradeira (Nerium oleander)
Porém, a Azaléia (Rhododendron simsii)
e a Alamanda (Allamanda cathartica), com suas flores ornamentais de grande beleza, também são tóxicas.
Medidas Preventivas:
• Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças;
• Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características;
• Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc);
• Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica;
• Não coma folhas e raízes desconhecidas. Lembre-se que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta;
• Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele, principalmente nos olhos; evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças; quando estiver lidando com plantas venenosas, use luvas e lave bem as mãos após a atividade;
• Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação.
Bibliografia
SINITOX/CICT/FIOCRUZ; CIT/PA - Belém; CIAVE/BA - Salvador; CCI/SP - São Paulo; CCI/SP - Campinas; CIAVE/MT - Cuiabá; CIT/RS - Porto Alegre
Em caso de dúvida ligue para o Centro de Intoxicações de sua região.
Em São Paulo, pelo telefone (011) 3066-5771
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Plantas tóxicas
às
18:08
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3 comentários:
É isso é de fato muito importante, a maioria das pessoas compra plantas meramente por estética, sem se preocupar se a planta é venenosa ou não.
Eu como tenho um animal de estimação e uma filha de cinco anos sempre me preocupo em ver se a planta é ou não venenosa, por mais que se converse, crianças são sempre uma caixinha de surpresas rsrsrs
É Rebeka,
muitos desconhecem até a existência de plantas tóxicas ou venenosas, por isso cabe a nós paisagistas quando formos executar um jardim público ou privado evitar o uso destas plantas.
Um abraço.
Com a beleza delas ninguém fala que são tóxicas
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