quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Arte no jardim



[Por Marisa Lima]



Olá!

Hoje gostaria de falar um pouco de arte no jardim.

Há prefeituras que exigem que os prédios novos tenham esculturas em seus jardins. Acho essa iniciativa de grande valor. Os jardins antigos que conhecemos estavam em harmonia com esculturas, vasos ricamente trabalhados e pontes que imitavam troncos de madeira.

Na mostra Casa Office, que acontecerá no Jockey Club de São Paulo, de 12 de novembro a 2 de dezembro, terei em meu espaço o “Escritório Verde”, um lugar para o executivo relaxar, repor as energias, fazer um estudo ao ar livre ou até uma reunião. Ali terei também uma arte em vidro reciclado incrustada em dois painéis de madeira de demolição, feita por um grande amigo, o Paulo Vergueiro. Ceramista há muitos anos, ele atualmente se intitula como um vidreiro do processo de fusão e reciclador de embalagens de vidro.

Já inclui muitos de seus trabalhos em meus jardins. Ele cria obras exclusivas, tanto para paisagistas como para arquitetos.

Certa vez, precisei de um comedouro de pássaros em um jardim. O que ele fez? Criou uma coluna (abaixo) que, durante a noite, iluminada, ficava como uma escultura em destaque.




Já na loja H Stern Home, em Ipanema, havia um espaço muito reduzido para fazer os jardins nas laterais. Pedi que ele me criasse suportes para colocar plantas na parede. O resultado ficou lindíssimo.



E já fiz outros tantos desse mesmo trabalho, pois todos querem ter em suas casas as esculturas em vidro nas paredes.

Na Casa Office, terei também duas grandes esculturas vermelhas de Bia Dória, que cria sua arte com raízes, galhos, e troncos vindos de quedas naturais, devastação ilegal, queimadas, fundo de rios e barragens hidrelétricas.



As esculturas da Bia são de grandes dimensões, ideais para entradas de prédios residenciais e comerciais e praças públicas. Obras para serem admiradas a uma boa distância.

Até mais. Um abraço!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Natureza e paisagismo em um projeto comercial



[Por Roberto Riscala]


Preservação do meio ambiente e sustentabilidade são princípios que têm levado redes de hotéis a aderirem ao que podemos chamar de “design de natureza”. Com esse diferencial, atraem mais clientes e ganham vantagens competitivas.

No hotel Royal Jardins, localizado ao lado da Avenida Paulista, essa característica "verde" equilibra as necessidades dos executivos e propicia momentos de relaxamento.

O projeto paisagístico, de minha autoria, prioriza a harmonização entre ambientes clean e áreas verdes, com um jardim aberto e a presença criteriosa de plantas e flores da estação.

Fui contratado no final da construção do edifício para criar a identidade do novo hotel. Baseado no nome e na localização, próxima ao parque Trianon, propus um belo jardim com espaço de convivência para reuniões, lazer e estar.


Criamos jardineiras em alvenaria revestidas de madeira para suprir o pouco espaço reservado à área verde.

Entre elas, foram desenvolvidos espaços de estar, originando um grande lounge para convivência.

O jardim foi projetado para revelar uma atmosfera contemporânea, convidando as pessoas que passam pelo local a permanecer por algum tempo.

A concepção em linhas retas com uma fonte em granito cinza transmite tranqüilidade por meio do som e do movimento da água.

O projeto mantém a integração visual pela utilização de elementos naturais, como a pedra do piso, a madeira das jardineiras e a fonte.

Um abraço a todos!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Viagem de férias



[Por Marisa Lima]



Olá!

Em maio deste ano estive na Itália e na França.

Rodei pelas estradas margeadas por campos floridos e fui a várias cidades: desde as pequenas e quase desertas às mais sofisticadas, como Paris e Milão.

Quando tiro férias, meus objetivos são descansar e apreciar museus e gastronomia, mas também aprender. Não consigo me desligar da profissão e acabo fazendo roteiros de jardins. Revi alguns e visitei muitos que eu não conhecia.

Na Itália, ao menos nos lugares que visitei, não vi muita preocupação com conservação de jardins. Até o jardim de Boboli, em Florença, com um desenho deslumbrante, estava mal conservado. Diferente da França, com jardins bem cuidados.

Comecei a viagem por Paris, onde conheci o Promenade Plantée, jardins perto da Gare de Lion. Sobre o viaduto que sustenta a antiga estrada de ferro que ligava a praça da Bastilha ao bosque de Vincennes, sete metros acima do nível da rua, os pedestres caminham por mais de quatro quilômetros entre salgueiros, nogueiras, lavandas, buquês de rosas, cerejeiras em flor, madressilvas e glicínias.Embaixo dos jardins ficam charmosas lojas de decoração, adornos e livrarias.




Visitei também o belo jardim do Museu Rodin.




De Paris segui para o Vale do Loire, onde visitei alguns chateaux, como o Villandry e seu maravilhoso jardim dos amores, com verduras e temperos.




E Chenonceau, com jardins formais, horta, labirinto e um jardim mais íntimo.




Também fui ao Festival dês Jardins. É uma exposição internacional no Domaine de Chaumont-sur-Loire que este ano teve como mote a reciclagem.




Do Loire fui para o centro da França encontrar-me com um casal de amigos/clientes que moram em Clermont Ferrand. Fizemos um tour por vários jardins preservados que têm poucos visitantes. Pudemos ver com calma todos os detalhes. Diferente dos jardins dos Castelos, cheios de excursões de turistas.

Em Burges, antiga capital da França, visitamos uma praça toda em topiaria e roseirais (pena que as roseiras estavam ainda em botões).

Fui ao jardim do Château d’Ainay-le-vieil, que foi todo restaurado, voltando ao seu formato original.




No Jardim de Drulon, senti o perfume das azaléias e das e rosas. As nossas aqui do Brasil não têm perfume.




Visitei o lindo jardim medieval Du Prieuré Notre Dame d’Orsan, original do século XXII. Ele foi recriado por Sonia Lesot e Patrice Taravella e executado por Gilles Grillot, com inspiração medieval monástica.




E o mais encantador de todos,o Parque Floral de Apremont, onde tudo é harmonia. Desde a vila ao redor do parque, em que todos os jardins públicos e os das casas, em diferentes formas de topiaria, parecem formar uma moldura indicando o caminho de entrada do parque. Ele tem jardins pitorescos, como uma pérgula com Glicínias que vão desde a cor branca até o lilás: caminhar sob elas é como entrar num conto de fadas. Cascatas, lagos, uma ponte chinesa, um pavilhão turco, um belvedere, um jardim todo com flores brancas. Tudo maravilhoso! Minha vontade foi de morar lá.




Se você um dia for à França, essas são as minhas sugestões de passeio.

Até mais! Um abraço!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sustentabilidade, preservação e bem-estar



[Por Marisa Lima]



Depois de muitas décadas de alertas para a falta de água, o buraco na camada de ozônio e outras questões preocupantes, finalmente vejo um bom número de pessoas agindo de forma mais ecologicamente correta.

Muita gente já vai ao supermercado carregando suas próprias sacolas, dispensando as de plástico. Cada vez mais, a indústria de materiais de construção trabalha no desenvolvimento e na aplicação de compostos verdes. Em boa medida, os cuidados com o uso consciente da água também já aparecem no dia-a-dia de gente comum.

Os arquitetos e os chamados ecologicamente corretos (ou eco-chatos, como eu) agradecem.

Na arquitetura das grandes cidades, os prédios verdes são uma tendência. O conceito tanto pode ser aplicado a edificações que adotam sistemas mais econômicos e inteligentes de água, energia, iluminação e refrigeração, quanto a obras mais peculiares, como a que o arquiteto Emilio Ambasz fez em Fukuoka, no Japão. O verde na arquitetura é uma das constantes em seus projetos.




Em Paris, o aprazível museu Quai Branly – com sua fachada revestida de verde - chama a atenção pela beleza intensa. E Paris é uma cidade super arborizada.



Em Milão, estive em um bar que possuía um jardim suspenso ao redor do teto. Mesmo sendo super contemporâneo, o lugar passava sensação de aconchego.


A verdade é que as pessoas estão sentindo falta do verde. Mesmo em pequenos espaços, sempre arrumam lugar para um vasinho de plantas, uma parede verde, uma peça verde que seja.

Já falei sobre a influência do verde em nossa disposição neste post aqui. Citei pesquisas científicas que comprovam que escritórios que dispõem de plantas naturais têm um ambiente mais harmonioso e produtivo, com profissionais mais felizes. Vale uma relida.

Toda essa cadeia de lugares e eventos mostra como o verde é essencial em nossas vidas.

Um abraço a todos!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ervas aromáticas: dicas de plantio e secagem



[Por Roberto Riscala]


São mágicas, aromáticas, medicinais, saborosas e bonitas.

As ervas aromáticas têm o poder de transformar o sabor dos alimentos e despertar os sentidos.

E se você gosta de cultivar, aí vão algumas dicas.

Em casa, as ervas precisam de sol por pelo menos quatro horas ao dia. E não podem ficar em locais com muito vento. Do contrário, os caules quebrarão e a água do vaso secará rápido.

Escolha espécies mais resistentes, como alecrim, tomilho ou orégano.

De cima para baixo: alecrim, tomilho e orégano.

O ideal é que a muda seja transportada para um vaso maior, com 20 centímetros de altura, com drenagem e adubo adequados. Uma jardineira de 30 centímetros suporta até três mudas.

Para desidratar, lave as ervas e seque bem. Coloque numa bandeja de papelão e cubra com papel de seda branco. Espere secar por 3 a 15 dias, longe do sol. Ou faça macinhos e pendure para secar.

Grande abraço!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Manutenção de espécies de varandas e espaços internos



[Por Daniela Sedo]



Além de escolher corretamente as espécies para ambientes internos e varandas, é muito importante saber cuidar das suas plantinhas.

A manutenção das espécies de sombra exige menos trabalho, pois normalmente elas não precisam de tanta rega quanto as de sol.

Suas folhas são resistentes, duráveis e levam muito tempo para secar. Diversas espécies possuem as folhas naturalmente brilhantes e, se você conseguir mantê-las limpas, elas ficarão ainda mais bonitas.

Para tentar ajudá-los nessa tarefa, vão aqui algumas dicas:

- Espécies de sombra normalmente precisam de pouca água. Isso vale para o Alplenium, Pacová, Zamioculca, Chamaedoreas, bromélias, samambaias, orquídeas etc. Todas elas podem ser regadas somente 1 vez por semana. A quantidade de água vai variar de acordo com o tamanho da planta.

De cima para baixo: Zamioculca, bromélia e orquídea.

- Elas devem estar sempre com suas folhagens limpas. Passe um pano limpo e úmido pelo menos 1 vez ao mês. Se tiver a possibilidade de fazer toda semana, melhor ainda. Você verá como sai sujeira de poluição no pano. Essa limpeza ajuda a espécie a respirar e previne o aparecimento de pragas, como cochonilhas e pulgões.

- Não há necessidade de adubação constante. Se você colocar adubo uma vez a cada 4 meses, ela já ficará bastante vistosa. Apesar disso, o solo deve ser bem drenado e sua composição, diferenciada. Seu paisagista ou agrônomo saberão fazer o plantio da maneira adequada.

- Um preocupação constante é o surgimento de fungos, que podem ser identificados pela coloração amarelada da folhagem ou pelo cheiro ruim na terra, ocasionado pelo excesso de água. Se isso acontecer, diminua a quantidade de água ou aumente o intervalo de dias entre uma rega e outra.

- Indico que uma vez ao mês seja feita uma manutenção com jardineiro especializado (de alguma empresa ou paisagista de sua confiança). Ele poderá identificar a existência de pragas e fará a adubação nas épocas correta.

É isso. Um abraço a todos!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Plantas e vasos para dentro de casa



[Por Marisa Lima]



Olá!

Algumas plantas, além de entregarem rara beleza, se adaptam perfeitamente a ambientes internos. Vamos falar um pouco sobre essas espécies.

Samambaias, chefleras, fícus, palmeira-areca e outras variedades muito bonitas estão sempre na moda e podem ser utilizadas constantemente.

Mas as novidades no mundo do paisagismo não param nunca. Atualmente estão na moda as plantas escultóricas. São espécies como a Sansevieria cylindrica (lança de São Jorge) e a Beaucarnea recurvata (pata de elefante). Entre os queridinhos da vez também estão a dracena arbórea, os cactus e a Cyclanthus bipartitus (Mapuá).


Da direita para a esquerda: Beaucarnea recurvata, dracena arbórea, cactus e mapuá.

Outras espécies que aparecem bem cotadas são as palmeiras, por se adaptarem bem ao ambiente interno: chamaedoreas, licuala e ráfis.


Palmeiras chamaedoreas e licuala.

A pleomele é outra que vai bem dentro de casa, principalmente a de cor verde (temos também a variegata).

Pleomele verde.

Um erro comum é manter bambu mussô dentro de salas. Como ele precisa de sol pleno para sobreviver, em pouco tempo fica seco por completo.

De maneira geral, as plantas de interior não necessitam de sol pleno, mas sim de claridade. Procure colocá-las sempre perto de janelas ou portas de vidro. Um truque para saberm se a claridade é adequada é tirar uma foto do local onde vai ficar a planta. Se a máquina disparar o flash é sinal de que não há luz suficiente.

E falando de plantas internas, não poderia deixar de citar os vasos, que também têm suas tendências e modas.

O melhor vaso é sempre o de barro, pois mantêm a terra aerada. Caso você ache que é uma opção muito rústica e que não combina com sua decoração, a solução é escondê-lo em um cachepot, que pode ser de vidro. Basta preencher o vão entre o vaso e o vidro com casca de pinus, pedriscos ou carvão.

Podemos também usar um cachepot de palha. Há opções charmosíssimas no mercado.

Por fim, estão em alta também vasos em cerâmica de alta temperatura. Alguns são importados do Vietnã (foto), mas já temos opções fabricadas aqui no Brasil.



E há, é claro, os vasos de cimento, com diversas formas para agradar a todos os gostos.

Escolha sua planta, seu vaso e boa sorte!