sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sustentabilidade e green building



[Por Benedito Abbud]


Olá, amigos do blog!

Quando nos indagamos sobre qual será o lugar ideal para se viver neste século XXI, surgem algumas questões.

De um lado, as novas tecnologias que facilitam as nossas vidas e nos colocam facilmente em contato com o mundo - e com todos no mundo. Utilizamos a mobilidade do sistema “wireless”, as videoconferências, os filmes digitais e as informações que permitem o lazer e o trabalho em qualquer ambiente (no ar-condicionado dos escritórios fechados ou sob as copas das árvores, ao ar livre).

Por outro lado, ainda almejamos o conforto e o equilíbrio tanto do corpo quanto da mente, tanto da razão quanto das emoções e dos sentidos; e, cada vez mais, almejamos o contato direto e constante com a natureza. A busca da “equação ideal” entre o trabalho e o descanso, entre os compromissos de negócios e o contato com a família e os amigos é uma constante na vida do homem atual. O objetivo é fugir do estressante caos urbano e alcançar na prática o tão falado conceito da qualidade de vida.

É por isso que, atualmente, desenvolvo projetos paisagísticos que valorizam o lado mais sensitivo dos seres humanos, mas sem deixar de utilizar a tecnologia adquirida, o nosso lado racional. A idéia é respeitar e enaltecer a natureza no nosso cotidiano, no meio urbano, no lazer e no ambiente de trabalho para atingir um equilíbrio em nossas vidas.

Vejam o exemplo do projeto paisagístico desta residência no Guarujá.



Cores, formas e texturas da vegetação tropical nativa valorizam a preservação do ecossistema local. Foram introduzidas, também, algumas plantas que atraem pássaros e, assim, evocam a audição e a visão, estimulando os sentidos humanos.

O paisagismo que valoriza o uso da vegetação local contribui para conservação ambiental. O "green building", por sua vez, passa pela utilização de energias alternativas, reciclagem de materiais e reuso da água para promover a sustentabilidade. Atento a esses conceitos, nosso escritório tem desenvolvido em todo Brasil projetos que buscam soluções compatíveis com nossa cultura, sociedade, orçamento e realidade.

Também temos desenvolvido materiais que desempenham função ecológica, tais como: piso drenante com fibra de coco para minimizar enchentes; piso anti-impacto feito com pneu triturado para a prática de esportes; e um sistema composto por placas de plástico reciclado para irrigação natural do jardim por capilaridade.

Essas são técnicas que, além de desempenharem funções específicas, contribuem ecologicamente para a sustentabilidade do paisagismo em novos projetos e novos empreendimentos.

Nos próximos posts, vamos nos aprofundar no assunto.

Abraços e até lá!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cidade limpa e mais verde



[Por Roberto Riscala]


As árvores refrescam o corpo e a alma da cidade.

A recente lei que livrou o município de São Paulo dos outdoors também serviu para deixar algumas de suas vias mais bonitas.

Avenida Rebouças, Avenida Dr. Arnaldo, Avenida Sumaré e viaduto Liberdade (sobre a Avenida Radial Leste) são alguns exemplos.

Para quem desce a Avenida Rebouças, às margens do hospital das Clínicas, o trânsito engasgado permite que se contemple a fileira de antigas tipuanas na calçada da direita. Ou então os fícus plantados há duas décadas no canteiro central. Um verdadeiro respiro em meio ao caos urbano.

As quaresmeiras costumam exibir sua florada na primavera e em alguns períodos do outono. Mas não se surpreenda se as flores roxas e róseas surgirem em praças e canteiros das avenidas mais movimentadas da cidade em meses inesperados. O estresse provocado pela poluição leva essas espécies a produzir mais flores e, conseqüentemente, mais sementes para garantir descendentes. É o caso das quaresmeiras e paneiras na região do do viaduto Liberdade, constantemente "perturbadas" pelo trânsito intenso da Avenida Radial Leste.

Foto: Vera Lucia Dias

Em outro canto da cidade, a avenida Dr. Arnaldo exibe seu túnel de tipuanas. A mesma espécie, por sinal integra o esplendoroso corredor da Avenida Nove de Julho.

O antigo rio Sumaré, que cortava o vale das Perdizes, deu lugar a uma avenida que reserva surpresas para quem caminha pela pista de cooper, ao longo do quilométrico canteiro. Existem lá gigantescas falsas-seringueiras, pau-ferro, quaresmeiras, paineiras, palmeiras, patas–de-vaca e até amoreiras. Caminhar por ali é um passeio que mistura jardim botânico com o quintal da avó. Um sopro de ar fresco na cidade.



Abraços!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Temperos: última parte



[Por Marcelo Bellotto]


Meus amigos,

Os nossos queridos temperos podem ser consorciados (plantados em conjunto) com outros temperos, com plantas aromáticas (melissa, erva-cidreira etc.) e também com frutíferas, como vocês podem ver na varanda e no canteiro abaixo.



E para finalizar esse tema, deixo algumas dicas de sucesso na implantação de hortas. Essas orientações complementam outras, já passadas nos posts anteriores.

- Procure plantar mudas e não sementes, pois estas levam mais tempo para "dar resultado" e demandam mais cuidados;
- Mantenha o solo úmido, mas não encharcado;
- Faça a adubação a cada 2 meses, de preferência utilizando matéria orgânica;
- Evite ao máximo o plantio em lugares frios e pouco ensolarados, pois eles retardam o desenvolvimento das plantas e as tornam mais suscetíveis ao ataque de pragas.

É isso. Até a semana que vem, com um novo tema! Abraços!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Conselhos pré-jardim



[Por Roberto Riscala]



Como escolher seu jardim?

Depende. De que tipo de jardim você gosta? Qual é o rosto que você quer dar ao seu lar?

Palmeiras na montanha e pinheiros na praia? Será?

Um paisagista - é claro - pode ajudar a definir o projeto, a orientar nas escolhas e a selecionar determinadas espécies de plantas.

É muito aconselhável, entretanto, que o cliente já tenha uma idéia na cabeça, um esboço daquilo que espera construir. Por exemplo:

- Ao contratar um profissional, leve a ele imagens que ilustrem como você gostaria que ficasse o seu jardim. Troque idéias. Esteja aberto a sugestões.

- Pense no tipo de sensação que você gostaria de ter em seu jardim. Algo que remete à infância? Lembranças de um pomar? Inspiração direta vinda da natureza?

- Tente conciliar isso com as particularidades de sua região, levando em conta a insolação, os índices de chuva e o tipo de solo. Nessa etapa, os serviços de um paisagista já são muito bem-vindos.

- Pesquise. Procure utilizar espécies e materiais que ajudem a manter a integração visual, criando sensações para quem utilizará o espaço.

- Lembre-se: o jardim deve ser um prolongamento da arquitetura.

Finalmente, em caso de apuros, não se desespere: estamos aqui para ajudar ;-)

Abraços!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Temperos



[Por Marcelo Bellotto]


Quem é que não gosta de uma comida feita na hora, com ingredientes frescos e orgânicos?

Temperos cultivados em casa são uma ótima pedida para deixar os pratos mais saborosos. O contato com essas plantas propicia intimidade com a natureza e oferece a chance de provar um "gosto real", sem alterações causadas pela industrialização.

O plantio de temperos em vasos de apartamentos, casas, restaurantes e parques demanda um pouquinho mais de atenção do que com plantas ornamentais comuns. Os temperos são muito exigentes principalmente em relação à água.

Alecrim, manjericão, tomilho, hortelã e orégano - entre outros - são os que mais utilizo. E também são bastante resistentes.

Veja só um belo exemplo de horta simples, cuja altura dos vasos permite a colheita com mínimo esforço.



Até a próxima! Abraços!