quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Plantas em vasos - parte I



[Por Marcelo Bellotto]


É realmente impressionante como certas plantas possuem a capacidade de se limitar a um pequeno espaço, dentro de um vaso, e ainda produzir flores, sementes, frutos, perfumes e aromas.

Certamente nós, humanos, teríamos reações muito diferentes se fôssemos colocados em situação semelhante. Imagine só se retirassem o nosso chão! Provavelmente teríamos muito menos a oferecer.

Para ter sucesso com plantas nessa condições, a orientação de um profissional é muito importante. São os cuidados especiais na adubação e na rega, bem como o conhecimento do sistema radicular do vegetal, que tornam a utilização de vasos no paisagismo um processo muito especial.

Veja a foto a seguir (clique para ampliar).



Você consegue identificar as espécies de cada vaso? Se sim, escreva aí nos comentários.

Trarei as respostas nos próximos textos, e então trataremos delas individualmente.

Um grande abraço!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Um jardim sempre florido



[Por Roberto Riscala]


Um jardim planejado é capaz de se mostrar florido o ano inteiro. Basta saber escolher as plantas certas, de modo que sempre se possua alguma delas em flor durante cada estação.

Eis um exemplo interessante: lírios amarelos florescem no verão; plumbagos e hibiscos, no outono; azaléias e camélias, no inverno; por último, hortênsias e begônias para a primavera (sem contar que essa estação é a mais abundante em opções).



Em sentido horário: lírio, plumbago, camélia e begônia.

Juntas numa composição, essas espécies garantem uma paisagem constantemente colorida.

Em suma, a natureza nos proporciona soluções quase prontas e perfeitas em si. Basta saber aproveitá-las.

Um grande abraço!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O pequeno grande jardim



[Por Leo Laniado]


Foi-me pedido ser menos pombo (sonhador) e mais batráquio (sapo com os pés no chão) em meus textos. Espero, com este post, gerar um equilíbrio entre dois mundos.

O paisagismo em espaços pequenos é, muitas vezes, mais trabalhoso que em áreas grandes. Há mais responsabilidade. Atenção ao detalhe é fundamental.

A composição precisa criar profundidade, perspectiva, escala e relação entre seus vários componentes, sob pena de parecer banal.

Um partido “clean” ou “moderno” pode tornar o paisagismo pobre e sem interesse. Por outro lado, com muita informação, ele ficará poluído.

Em um jardim depurado, o mais importante é usar, talvez, uma única planta escultural. Que só ela ocupe o palco. Ou mesmo usar algumas poucas plantas que dialogam entre si.

Às vezes, uma escultura, uma fonte bem posicionada com pouca vegetação, pedras bem colocadas - a exemplo do jardim japonês - num tapete de musgo ou de pedrisco criam situações muito interessantes.

O pequeno jardim mais elaborado é tratado maravilhosamente bem no jardim japonês tradicional. Nele estão presentes todos os elementos de um grande jardim. Árvores, pedras, água, arbustos podados, flores e elementos construtivos. Tudo extremamente ordenado e controlado, de forma que as transformações ocorram unicamente com as estações do ano. Ou seja, as cores, as texturas das folhagens e as diversas floradas ao longo do ano mantêm o jardim sempre “novo”.



















Aprendi que a pequena pedra fica enorme ao lado de uma menor. E que uma sustenta a outra no seu devido lugar. E que a forma que tomam os hiatos entre os elementos são tão importantes quanto os próprios elementos. E, no entanto, meus jardins não são japoneses: são contemporâneos.



Entre pombos e batráquios, despeço-me!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A ética da estética



[Por Marcelo Faisal]


A ética da estética foi uma descoberta feliz do meu processo de aprendizado profissional.

Como assim? Explico.

Nenhum profissional, nos dias de hoje, pode abrir de mão de ser eticamente comprometido no trabalho. E no paisagismo isso quer dizer uma coisa: meio-ambiente.

Foi-se a época em que a estética era objeto absoluto de preocupação em detrimento da função.

A necessidade atual do mercado, assim como das pessoas, mudou.

A busca por soluções e resultados eficientes, de baixo impacto e baixa manutenção, é imprescindível.

Não proponho a erradicação dos maravilhosos espelhos d'água, por exemplo. Mas com certeza os questiono.

O uso irresponsável da água - o desperdício, para ser claro - é inadmissível.

Portanto, se quisermos projetar ou fazer uso de H2O nos jardins, devemos, antes, pensar no seu reuso.

Falaremos disso nos próximos textos.

Preserve. Salve o planeta.

Um abraço!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Paisagismo, já



[Por Roberto Riscala]


Cada vez mais, o trabalho do paisagista é peça fundamental na vida das grandes cidades. É nelas que nosso cotidiano sofre constantes agressões por todos os tipos de poluição e violência.

Sem alternativa, a população dos centros urbanos busca na natureza - ainda que em um pequeno jardim - a tão sonhada qualidade de vida.

Não importa o tamanho: de uns poucos vasos a grandes áreas, o que importa é como o verde é adaptado à residência.

A verdade é que o estudo paisagístico propicia indiscutível bem-estar ao ser humano, além de influir decisivamente na estética e na beleza de casas, apartamentos, espaços comerciais e industriais.

Nos próximos textos, vamos nos aprofundar no assunto.

Um abraço!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cada espaço contém uma verdade



[Por Leo Laniado]


Um olhar sobre a “elaboração e a construção” de um Jardim, ou seja, sobre paisagismo.

O espaço que será futuramente um jardim não é qualquer espaço. Ele já é. Esteve lá desde sempre. Está inserido numa paisagem já existente e fará, talvez, parte de um projeto de arquitetura. Tem clima próprio e tem suas próprias considerações.

Não se trata de colocar “coisas” sobre a terra. A terra já tem “coisas” que dali nascem e que a ela pertencem. O papel do paisagista é descobrir, ordenar e revelar.



Uma gota de chuva
A mais, e o ventre grávido
Estremeceu, da terra.
Através de antigos
Sedimentos, rochas
Ignoradas, ouro
Carvão, ferro e mármore
Um fio cristalino
Distante milênios
Partiu fragilmente
Sequioso de espaço
Em busca de luz.

Um rio nasceu.

(O rio - Vinicius de Moraes)


Mesmo uma pedra nasce da terra. Ela não cai do espaço (exceção para os raríssimos meteoritos). Todo jardim deve ter a espontaneidade de ser nascido ali, em busca de ar, em busca de luz.


"O mundo é tão esquisito: Tem mosquito"


No jardim nasce o poeta que escreve sobre o jardim.

A poesia sempre tem um ar de jardim. No perfume, na rosa, na água, no céu, na mulher e no homem.

É preciso um olhar atento para respeitar o que ali está, sob pena de transformar o espaço em um campo onde as árvores, a vegetação, as pedras e as flores são meros objetos decorativos.

Cada espaço contém uma verdade.

Espaços e varandas



[Por Marcelo Bellotto]


Houve um tempo em que me surgiu um questionamento: qual seria o tamanho ideal de um jardim?

Hoje penso que o ideal está relacionado a cada ambiente, mudando de espaço para espaço, de cliente para cliente.

O ideal transforma-se de grande para pequeno e intimista e de pequeno para espaçoso e aconchegante.

Cada espaço, antes de qualquer coisa, tem a sua própria vocação.

Reparem nas varandas da Vila Nova Conceição, em São Paulo.

A presença e a ausência: é nítida a intervenção verde, é nítida a sua atração, a sua modificação e o seu abraço.

Nos próximos posts, vou direto ao assunto, contando um pouco da minha experiência em pequenos espaços como varandas de apartamentos. Soluções, criações e interpretações.

Até lá!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Paisagismo e ética



[Por Marcelo Faisal]


Caro leitor,

Sinto-me muito honrado e feliz por dividir este espaço com você.

À Lopes, meu agradecimento pelo convite e interesse em meu trabalho. A você, leitor, obrigado pela atenção e pelo tempo dedicado.

Tentarei, neste blog, iniciar um canal de comunicação e interesse pelo tema 'Paisagismo', que, sem sombra de dúvidas, passou a ser tão fundamental em nossas vidas. Fundamental, como sinônimo de Vital. Afinal, depois de tanto desrespeito, descuido e falta de consciência, chegamos a uma condição limite, em que o planeta todo se manifesta.

Está claro que essa condição é crítica, e tende a piorar se não houver uma mudança. Vivemos, comprovadamente, o fenômeno do aquecimento global. E cabe a nós, seres deste planeta, responsáveis por esse processo de degradação, assumir um compromisso sócio-ambiental. Ainda é possível reverter a situação. O comprometimento, no entanto, deve ser feito AGORA.

Quando falo que o paisagismo é fundamental, falo do paisagismo como ciência multidisciplinar, e não como a arte de fazer jardim. O paisagismo é, sim, responsável pelo estudo da paisagem e adequação do espaço, mas sem abrir mão de conceitos fundamentais de meio-ambiente.

Não se pode, hoje, projetar paisagens ou jardins pensando somente na estética. Paisagismo também tem que ter ÉTICA. Costumo dizer que a ESTÉTICA tem que ter ÉTICA, assim como a primeira palavra contém a segunda. Da mesma forma, isso deve ser reproduzido na vida.

Brincando com as palavras, sem querer ser repetitivo, mas explorando o conceito, gostaria de abordar nos próximos posts os temas 'A ética da estética' e 'A Estética da Ética'. São caminhos inversos que se encontram no compromisso fundamental da sustentabilidade.

Projetos de qualquer natureza devem, obrigatoriamente, ser comprometidos com a ecoeficiência. Isso inclui acabar com o desperdício de de qualquer ordem ou grandeza.

Está cada vez mais claro o quanto podemos e devemos colaborar. Existe um esforço global por resultados sustentáveis. Construção, arquitetura, luminotécnica, drenagem, paisagismo, comforto ambiental... tudo hoje está voltado para a busca de soluções responsáveis.

Nas próximas semanas, abordarei mais a fundo o tema.

Até lá!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Paisagismo e Arquitetura



[Por Roberto Riscala]


Todo belo quadro, para ter suas qualidades realçadas, necessita de uma moldura igualmente de bom nível. Estabelecendo uma analogia com a arquitetura, podemos afirmar que paisagismo é a moldura de uma obra.

Ele revitaliza a proposta construtiva e confere proporção aos espaços, atuando sobre formas e volumes. E, o contrário do que se pensa, o paisagismo não é restrito apenas a quem dispõe de grandes áreas livres.

O paisagista é responsável por toda a parte externa da casa. Isso inclui cuidar da harmonia entre a vegetação e os acessos, dos pisos e até das piscinas.

Por esse motivo, no meu entender, arquitetura, paisagismo e até decoração devem ser planejados simultaneamente, para que sejam complementares e harmoniosos. Porém, é mais comum que as pessoas só se preocupem com seus jardins no fim da obra ou que recorram ao profissional especializado para tentar “salvar” uma construção.

Na sua próxima construção ou reforma, pense nisso.

Um abraço!

O jardim como Idéia, Lugar e Ação



[Por Leo Laniado]


Antes de falarmos de paisagismo, é importante conhecer alguns significados do jardim. Por enquanto, de forma sucinta, é claro.

Por mais que o homem, hoje, tenha consciência de não ser centro do universo, ele continua a ter como prioridade a sua própria existência.

Centrados ou não em nós mesmos, toda a existência começa no JARDIM, que tinha uma árvore, que tinha um fruto, que tinha uma serpente e que nos continha.

O jardim, mais do que Lugar, também é Idéia. Reflete nossos pensamentos e nossa cultura em todos os períodos da História. Traduz o pensamento tradicional e moderno.

O jardim é também ação. O espaço onde se constroem sonhos. E é transformação. É ordenável e, assim, transmite segurança e liberdade. É a representação do “Grande Jardim” e de como queremos vê-lo.


Mesmo sendo “nosso” lugar, ele é furtivo. Não aceita ser descrito. É o encontro, mesmo que por um momento, do perfeito com a imperfeição. É um lugar que é e que contém.

Contém plantas, perfumes, pedras, cores e texturas. Árvores que dão sombra, água que refresca, flores que alegram, perfumes que permeiam o ar, frutos e temperos que atraem pássaros e borboletas. Ar, luz e calor. Contém, ainda, emoções, alegrias, tristezas e pensamentos. Contém, por fim, o homem.

O jardim é um lugar para ser e estar, para contemplar, refletir e relembrar. Proporciona tranqüilidade e paz para evocar uma emoção poética. O jardim, na realidade, vai muito além: ele reafirma e restabelece a relação do homem com a natureza.

O jardim transcende o tempo e dá dimensão ao homem.

E o paisagismo está a serviço dessas vontades e necessidades.

Um abraço!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A cidade clama pelo verde!



[Por Marcelo Bellotto]


Em tempos de estresse, violência e degradação acelerada do meio ambiente, o jardim assume um papel cada vez mais importante como provedor de bem estar. Se você já teve a chance de realmente apreciar um jardim, sabe que nele nos desligamos dos problemas, não vemos o tempo passar e equilibramos nossas energias.

Seja em um local público ou privado, a natureza encanta pela sua generosidade, resistência e beleza. Mais do que isso: ela sugere muitas mensagens, analogias com fatos cotidianos e até mesmo lições de vida.



Sou muito grato à natureza. Na verdade, sou apaixonado por ela. Por isso, sempre utilizei os mais variados tipos de plantas em meus projetos. Elas despertam sentimentos maravilhosos, seja por meio de flores, folhas, frutos, aromas, cores ou - por que não dizer? - sons.

O resultado é surpreendente. Muitas vezes, os clientes nem imaginam a quantidade e a diversidade de plantas que estão aí, à nossa disposição, e não têm idéia do poder que elas de fato exercem.

Nos próximos posts, vou falar de diferentes soluções, projetos e estilos que são importantíssimos para a melhoria da qualidade de vida.

Até a semana que vem. Um abraço!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Boas-vindas

[Por Lucas Bessel]

Seja bem-vindo ao blog de Paisagismo da Lopes.

Este espaço é seu, tanto quanto é da Lopes ou dos profissionais que aqui escreverão.

No blog você vai encontrar informação de qualidade - captada e redigida por quem mais entende do assunto - em um formato leve e interativo.

O blog permite a postagem de textos, fotos, vídeos, áudios, mapas... E nós pretendemos explorar ao máximo esse potencial.

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Foto: divulgação